terça-feira, 15 de junho de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_O DESPERTAR DO SONHO

 Houvera perdido a esperança,sentira que houvera perdido Augusto, e que por perdê-lo,gerara uma maior impotência para uma relação afetiva.

Acreditara que perdera a capacidade para tal.

Agora com mais de quarenta anos,também perdera a grande chance de ser mãe.

Eu não tivera coragem de voltar para São Paulo,temera ser reconhecida,mudara completamente o meu visual,soubera quanto os jornalistas e fotógrafos farejavam o meu entorno,porém eu também aprendera com Augusto,fugir da contaminação.

Eu olhara as revistas e vídeos de internet para ver se noticiavam alguma coisa sobre Augusto,porém, nenhum vestígio.

A vida me dera tudo e muito mais,eu fora uma privilegiada que me prendera a um fato sem necessidade de ser sequer relembrado.

A vida jamais me fora feita de escolhas, mas eu pudera direcioná-la, de acordo com minha força de vontade, e determinação.

Eu não escolhera minha mãe,mas tivera um pai honrado e honesto,que me cercara de carinho.

Literalmente me fechara para o mundo lá fora,construíra uma creche em.Arapongas que abrigara crianças pobres oferecendo cuidados e refeições.
Proibira terminantemente doações, as crianças abandonadas, cresceriam com amor e carinho na creche,estudariam e morariam até quando quisessem,também patenteara uma faculdade com diversos cursos para escolherem sem a interferência de ninguém,que curso desejaria fazer.
Era um tipo de internato bastante diferente,sem regras rígidas,porém sempre acordando a criança á medida que crescera para a própria responsabilidade,aprendendo também a respeitar a individualidade de cada um,o que não quer dizer individualismo.
Eu não conseguira ser mãe,portanto com tamanha fortuna devera isso ao mundo.
Empregara muitas pessoas que iam desde faxina ,professores,nutricionistas e médicos também.
Meu pai estivera feliz por me ver voltada ao bem dos menos favorecidos.
Também abrira um pequeno ateliê para nossas alunas e alunos que se destinassem a faculdade de designer de moda.
Começara muito devagar,mas em pouco tempo abríramos uma filial em São Paulo,eu,juntamente com meu pai e Zelinda.
Linda a filha de Zélia lecionara na faculdade de nutrição e saúde mas treinara modelos para desfiles.
Quando percebêramos o sucesso estivera nos engolindo novamente,embora toda receita gerada fosse para pagar os funcionários e também para a manutenção das creches, onde tudo fora sempre muito simples,porém extremamente saudável.
Eu sentira que amara aquela infinidade de crianças.
Também começáramos a oferecer abrigos para moradores de rua e fizéramos uma seção que se chamava”emprego para os desempregados”
E nesta,fora confeccionados desde doces,sapatos,bolsas,relógios, os mais variados utensílios domésticos,advindos de materiais recicláveis.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

FRAGMENTO DO LIVRO_ O DESPERTAR DO SONHO

Augusto também fora uma pessoa conhecida,mas ele detestava fotógrafos,holofotes e quando quisera comer um lanche num carrinho de lanches e tomar uma coca cola média, na boca da garrafa, ele se disfarçara muito bem.

E eu ficara refém da fama e do dinheiro,mas ele, de vez em quando escapulira e dera umas respiradas de ar puro sem a contaminação da fama.

Onde andará agora?

Pensara eu:

Com certeza ele devera saber que eu estivera junto de meu pai,que agora também respirara aliviado depois que Maria minha mãe de sangue ficara rica.

Fora possível sim,ela voltar,mas até acabar um milhão de reais iria demorar um bom tempo.

Visto que,também, não teria mais nada meu.

O sumiço dela provara que realmente ela estivera abusando de meu pai em suas visitas.

O celular de Augusto nunca mais me atendera e eu ficara esperando um só retorno. Sentira que a minha fama, me tomara por inteira, não restando lugar para mais nada.

Eu pudera ter me recuperado numa terapia e ter sido uma boa mãe,mas quando Augusto tocara no assunto,sentira um vácuo imenso, o qual não me permitira, acessar a ideia de ser mãe.

E o tempo passara e Augusto insistira ,mas eu nunca dera a menos importância,pois teria que tocar numa ferida muito dolorida para mim.

Agora me recordara do cuidado que Augusto tivera comigo, e sempre fizera de tudo para me agradar,porém eu acostumada com o mesmo gênero me mimando,que fora meu pai, jamais apressara ao fato de Augusto ser uma pessoa especial.

Aos poucos fora descobrindo o amor dentro de mim,porque depois que vendera a grife e o ateliê,agora dona de uma fortuna incalculável,jamais me vira feliz.

Augusto que vivera uma décadas comigo,abrira mão de tudo e eu entendera tal metáfora.

Meu pai rico, jamais precisara de algo, e feliz com Zelinda.Meu pai também estivera feliz com a neta mestiça e  maravilhosa, que a filha de Zelinda,minha melhor amiga Zélia lhe dera.

Ficar eu e a fortuna acumulada, quando pensara em arrumar alguém, a fortuna sempre me fora uma ameaça,sempre competira comigo.

Realmente, eu percebera que não queria mais ninguém,apenas Augusto de meu lado,para compensá-lo com muito carinho e quem sabe ,um filho ou uma filha nossa.

Eu andara disfarçada pelos lugares Marselha, para que literalmente,ninguém mais viesse me importunar.

Eu mandara mil recados para Augusto,mas nunca obtivera nenhuma resposta.

Me sentira como uma geleira se derretendo, aprendendo a sofrer, a amar e também chorar.

Eu me prendera ao fato de ter sido abandonada por uma pessoa egoísta,quando fora a melhor coisa que me acontecera,eu ter sido criada e educada por uma pessoa singularmente incrível,feito meu pai Jessé.




sábado, 12 de junho de 2021

O SONHO

Acreditar no sonho,sempre me fizera acreditar, no amanhã, e que este fora melhor.
Um subterfúgio, quando o hoje me estressara,mesmo que eu me declarara,não sonhadora,porém, a tal pauta, sempre caíra como luva em minha mão, diante da credibilidade.
Sonhara e muito!
Pois eu vivera crendo, em tudo, que me fora ensinado, desde os primórdios dos dias,porém,olhando a criatividade ao meu redor, descobrira alguma coisa diferente, e que eu pudera ir mais além.
Quem recriara a partir da criação.
Ás vezes eu questionara:
O que tem o sonho vinculado ás criações humanas?
E me viera a resposta de imediato,o pensamento desenhara e o sonho colocara em movimento.
O sonho de criar um lápis, um caderno,uma panela,o telefone e muitas outras tantas.
Sempre me parecera, que a sociedade contemporânea, jamais sonhara,mas sim,fora a sociedade do desfrute,o que determinaram está determinado, e que eu jamais pudera fugir do padrão.
Fico a imaginar que fôramos adestrados de certa maneira, e que jamais houvera outra forma de viver,mas estas existem.
Se não fizermos parte de uma terra plana,os primatas viveram sonhando em pagar impostos,em vestirem roupas impecáveis e degustarem as mais finas iguarias.
Também sonharam com uma selva de pedra,onde todos pensassem iguais,quando estes lutavam pela sobrevivência,cada um a seu modo,que acabara sendo a defesa, pois instintivamente, a defesa fora sua ferramenta de sobrevivência ou morte.
Ninguém lhes ensinara,enfim,descobriram.
Exemplificando, as abelhas, não sonham,pois elas nascem e morrem na colmeia,fazendo todos os dias, as mesmas coisas e iguais.
Acreditara sempre que o sonho fora privilégio dos primatas então,mas que de repente, estejam sonhando com a volta ás suas origens.
Quando me declarara civilizada,tivera que admitir,que muitas vezes atuara,como uma abelha na colmeia.

FRAGMENTO DO LIVRO_O DESPERTAR DO SONHO

  Houvera perdido a esperança,sentira que houvera perdido Augusto, e que por perdê-lo,gerara uma maior impotência para uma relação afetiva. ...