Houvera perdido a esperança,sentira que houvera perdido Augusto, e que por perdê-lo,gerara uma maior impotência para uma relação afetiva.
Acreditara que perdera a capacidade para tal.
Agora com mais de quarenta anos,também perdera a grande chance de ser mãe.
Eu não tivera coragem de voltar para São Paulo,temera ser reconhecida,mudara completamente o meu visual,soubera quanto os jornalistas e fotógrafos farejavam o meu entorno,porém eu também aprendera com Augusto,fugir da contaminação.
Eu olhara as revistas e vídeos de internet para ver se noticiavam alguma coisa sobre Augusto,porém, nenhum vestígio.
A vida me dera tudo e muito mais,eu fora uma privilegiada que me prendera a um fato sem necessidade de ser sequer relembrado.
A vida jamais me fora feita de escolhas, mas eu pudera direcioná-la, de acordo com minha força de vontade, e determinação.
Eu não escolhera minha mãe,mas tivera um pai honrado e honesto,que me cercara de carinho.
Literalmente me fechara para o mundo lá fora,construíra uma creche em.Arapongas que abrigara crianças pobres oferecendo cuidados e refeições.
Proibira terminantemente doações, as crianças abandonadas, cresceriam com amor e carinho na creche,estudariam e morariam até quando quisessem,também patenteara uma faculdade com diversos cursos para escolherem sem a interferência de ninguém,que curso desejaria fazer.
Era um tipo de internato bastante diferente,sem regras rígidas,porém sempre acordando a criança á medida que crescera para a própria responsabilidade,aprendendo também a respeitar a individualidade de cada um,o que não quer dizer individualismo.
Eu não conseguira ser mãe,portanto com tamanha fortuna devera isso ao mundo.
Empregara muitas pessoas que iam desde faxina ,professores,nutricionistas e médicos também.
Meu pai estivera feliz por me ver voltada ao bem dos menos favorecidos.
Também abrira um pequeno ateliê para nossas alunas e alunos que se destinassem a faculdade de designer de moda.
Começara muito devagar,mas em pouco tempo abríramos uma filial em São Paulo,eu,juntamente com meu pai e Zelinda.
Linda a filha de Zélia lecionara na faculdade de nutrição e saúde mas treinara modelos para desfiles.
Quando percebêramos o sucesso estivera nos engolindo novamente,embora toda receita gerada fosse para pagar os funcionários e também para a manutenção das creches, onde tudo fora sempre muito simples,porém extremamente saudável.
Eu sentira que amara aquela infinidade de crianças.
Também começáramos a oferecer abrigos para moradores de rua e fizéramos uma seção que se chamava”emprego para os desempregados”
E nesta,fora confeccionados desde doces,sapatos,bolsas,relógios, os mais variados utensílios domésticos,advindos de materiais recicláveis.
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