Augusto também fora uma pessoa conhecida,mas ele detestava fotógrafos,holofotes e quando quisera comer um lanche num carrinho de lanches e tomar uma coca cola média, na boca da garrafa, ele se disfarçara muito bem.
E eu ficara refém da fama e do dinheiro,mas ele, de vez em quando escapulira e dera umas respiradas de ar puro sem a contaminação da fama.
Onde andará agora?
Pensara eu:
Com certeza ele devera saber que eu estivera junto de meu pai,que agora também respirara aliviado depois que Maria minha mãe de sangue ficara rica.
Fora possível sim,ela voltar,mas até acabar um milhão de reais iria demorar um bom tempo.
Visto que,também, não teria mais nada meu.
O sumiço dela provara que realmente ela estivera abusando de meu pai em suas visitas.
O celular de Augusto nunca mais me atendera e eu ficara esperando um só retorno. Sentira que a minha fama, me tomara por inteira, não restando lugar para mais nada.
Eu pudera ter me recuperado numa terapia e ter sido uma boa mãe,mas quando Augusto tocara no assunto,sentira um vácuo imenso, o qual não me permitira, acessar a ideia de ser mãe.
E o tempo passara e Augusto insistira ,mas eu nunca dera a menos importância,pois teria que tocar numa ferida muito dolorida para mim.
Agora me recordara do cuidado que Augusto tivera comigo, e sempre fizera de tudo para me agradar,porém eu acostumada com o mesmo gênero me mimando,que fora meu pai, jamais apressara ao fato de Augusto ser uma pessoa especial.
Aos poucos fora descobrindo o amor dentro de mim,porque depois que vendera a grife e o ateliê,agora dona de uma fortuna incalculável,jamais me vira feliz.
Augusto que vivera uma décadas comigo,abrira mão de tudo e eu entendera tal metáfora.
Meu pai rico, jamais precisara de algo, e feliz com Zelinda.Meu pai também estivera feliz com a neta mestiça e maravilhosa, que a filha de Zelinda,minha melhor amiga Zélia lhe dera.
Ficar eu e a fortuna acumulada, quando pensara em arrumar alguém, a fortuna sempre me fora uma ameaça,sempre competira comigo.
Realmente, eu percebera que não queria mais ninguém,apenas Augusto de meu lado,para compensá-lo com muito carinho e quem sabe ,um filho ou uma filha nossa.
Eu andara disfarçada pelos lugares Marselha, para que literalmente,ninguém mais viesse me importunar.
Eu mandara mil recados para Augusto,mas nunca obtivera nenhuma resposta.
Me sentira como uma geleira se derretendo, aprendendo a sofrer, a amar e também chorar.
Eu me prendera ao fato de ter sido abandonada por uma pessoa egoísta,quando fora a melhor coisa que me acontecera,eu ter sido criada e educada por uma pessoa singularmente incrível,feito meu pai Jessé.
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